[Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ] [Escola de Química - UFRJ]

Núcleo de Estudos Industriais e Tecnológicos - UFRJ

centro de excelência na área de Gestão da Inovação, Inteligência Competitiva,
Prospecção Tecnológica e Monitoramento Tecnológico e Mercadológico

Eastman compra a brasileira Scandiflex

Postado por NEITEC em 06/Set/2011


Conforme Pedro Fortes, diretor-geral da Eastman no Brasil, a companhia americana pretende expandir seus negócios no país por meio de aquisições

A americana Eastman Chemical anunciou ontem sua primeira aquisição no Brasil.
A companhia comprou 100% da empresa Scandiflex, com sede em Mauá (SP), especializada em plastificantes (aditivos que tornam o plástico flexível). O valor do negócio não foi divulgado.

No Brasil desde 1978 por meio de distribuição de seus produtos e também com licenciamentos de tecnologia, a Eastman resolveu apostar no país, considerado estratégico para a expansão da companhia fora do mercado americano e entre os países emergentes.

A forte demanda por especialidades químicas na América Latina levou a companhia americana a fazer investimentos no Brasil.

Segundo Pedro Fortes, diretor-geral da Eastman no Brasil, outras aquisições no país deverão ocorrer nos próximos meses. A gestora Stratus assessorou a Eastman nessa transação. “Essa operação no país é o primeiro passo de um plano de expansão maior”, disse o executivo. O crescimento no país também será orgânico. A companhia não divulgou, contudo, quanto poderá investir na unidade produtora recém-adquirida.

Com faturamento de US$ 54 milhões em 2010 e entre 300 a 500 clientes no país, a Scandiflex fará parte do segmento de produtos químicos e intermediários da Eastman. Os plastificantes da companhia são usados na produção de brinquedos e tampas de refrigerantes PET, por exemplo.

A unidade da Scandiflex, fundada em 1965 em Mauá, tem capacidade instalada de produção de 20 mil toneladas/ano. Além de plastificantes voltados para PVC e borracha, a companhia produz polióis-poliésteres e sistema de poliuretano para solados.

No ano passado, a companhia americana registrou faturamento de US$ 5,8 bilhões – a América Latina responde por 5% desse valor. Além dessa fábrica recém-adquirida no país, a Eastman tem uma unidade produtora de adesivos no México. A empresa tinha uma fábrica na Argentina, mas se desfez do negócio há cerca de dois anos.

Ontem, a companhia Univar, distribuidora global de produtos químicos, anunciou a aquisição da Arinos, distribuidora brasileira de especialidades químicas e commodities químicas. O valor do negócio não foi divulgado. Essas recentes aquisições reforçam as apostas de empresas globais no setor químico do Brasil, cuja demanda tem crescido nos últimos anos.

 

Fonte: Mônica Scaramuzzo | Valor – 02/09/2011

COMENTÁRIOS

REDES SOCIAIS_