[Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ] [Escola de Química - UFRJ]

Núcleo de Estudos Industriais e Tecnológicos - UFRJ

centro de excelência na área de Gestão da Inovação, Inteligência Competitiva,
Prospecção Tecnológica e Monitoramento Tecnológico e Mercadológico

Gevo divulga resultados do 4T13

Gevo relatou seus resultados do 4° trimestre de 2013, de acordo com as expectativas: a empresa teve um prejuízo de US$ 0,35 por ação e prejuízo líquido de 17,3 milhões dólares em comparação a US$ 13,2 milhões durante o mesmo período em 2012.

As receitas para o 4T2013 foram 10,5% menores do que o 4T2012, totalizando US$1,7milhão; estas correspondem, entre outras, às vendas da produção de hidrocarbonetos, incluindo combustível de aviação derivado de fontes renováveis para a Força Aérea dos EUA e Exército dos EUA e as vendas iniciais de isooctano para aplicações em combustíveis especiais e a receita do acordo entre Gevo e The Coca-Cola Company.

Neste período, os esforços da Gevo se concentraram em operações de inicialização para a produção de isobutanol em sua fábrica de Luverne, otimização sua tecnologia para aumentar as taxas de produção. A visão original da empresa era concentrar seus esforços em um produto, porém, devido ao lento progresso da empresa com isobutanol, o baixo preço de ações e os preços elevados do etanol, a Gevo divulgou em seu relatório que planeja utilizar plenamente todas as unidades operacionais da planta Luverne para produzir etanol e isobutanol simultaneamente. Para isso, a empresa vai destinar três dos seus fermentadores para a produção de etanol e o 4° fermentador permanecerá dedicado à produção de isobutanol.

A mudança para o etanol não reflete nenhuma mudança de estratégia, é uma oportunidade de mercado. Ao longo dos últimos dois anos a Gevo acumulou danos, devido às dificuldades de contaminação que enfrentou. Segundo a empresa, aprender a executar um processo novo, na escala da fábrica de Luverne, requer muito trabalho, e estas questões ajudaram a criar o know-how fundamental para a produção em larga escala.

As lutas da empresa com o isobutanol de certo modo ofuscaram seus sucessos com o combustível BioJet, que foi testado pelo Exército dos EUA e avança rapidamente na direção da aprovação do contrato para que a Gevo abasteça o Exército. O combustível renovável patenteado da Gevo é projetado para ser compatível com as especificações dos combustíveis de aviação. A empresa também trabalhou na produção de p-xileno renovável na planta de demonstração Silsbee.

Em março, Gevo anunciou que Porta Hnos assinou uma carta de intenção para se tornar o licenciado exclusivo na Argentina do sistema GIFT para produzir isobutanol renovável. Porta é uma empresa familiar da Argentina, que produz bebidas, vinagres e tem uma usina de etanol de milho. A empresa também projeta e constrói usinas de etanol para terceiros e possui uma JV com a Alpha Laval para fornecer as tecnologias de separação e evaporação.

No 4T2013, Gevo começou a vender o combustível isooctano de base renovável para aplicações especiais, tais como combustível de corrida. O isobutanol renovável da Gevo é convertido em isooctano renovável em sua biorefinaria em South Hampton Resources. Volumes iniciais estão sendo usados para fins de teste.

Fonte: MaxiQuim

COMENTÁRIOS

REDES SOCIAIS_