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Malásia e Indonésia devem exportar menos óleo de palma para o mundo

A produção do óleo de palma bruto deve manter-se estável em 2014, prejudicada pelo clima e um ciclo de produção mais baixo. O tempo seco na Malásia e em partes da Indonésia e a chance de um El Niño durante o inverno estão ameaçando reduzir a oferta de óleo de palma; por outro lado, se espera demanda interna pelo óleo para biodiesel vai aumentar.

Desde setembro de 2013, a Indonésia tornou obrigatória a adição de 10% de biodiesel em todo o óleo diesel consumido, o patamar de mistura anterior era de 7,5%. As termoelétricas devem utilizar o combustível misturado com até 20% de biodiesel. A medida visa reduzir as importações de petróleo e derivados. Com isso, mais que 3,4 milhões de toneladas de palma serão utilizados para biodiesel em 2014 na Indonésia. Já na Malásia, o aumento será feito de forma gradual, mas a ideia é sair de 5% para 10% do total, o que resultará em um consumo de 500 mil toneladas de éster metílico de palma por ano, de acordo com dados do governo.

O salto no consumo de óleo de palma para biodiesel na Indonésia e Malásia, maiores fornecedores do mundo, provavelmente significa que os embarques devem diminuir em 2014, pela primeira vez desde 2010. A Malásia e Indonésia são responsáveis por 86% da produção mundial do óleo, que é destinado para alimentos e biocombustíveis. Os estoques de óleo de palma na Malásia melhoraram em março, depois de um declínio de dois meses e as chuvas aliviaram a preocupação.

Segundo grupos ambientais, pelo menos 30 mil km² de floresta tropical foi reduzida nos últimos 20 anos para fornecer óleo de palma. No entanto, em 2014, mais empresas seguem se comprometendo com os padrões para atender aos critérios da Mesa Redonda sobre Óleo de Palma Sustentável (RSPO).

A gigante de alimentos Kellogg’s cedeu à pressão pública e concordou em comprar somente óleo de palma cultivada legalmente, de fornecedores que possam comprovar que protegem as florestas e respeitam os direitos humanos. A empresa, que possui marcas como Corn Flakes e Pringles, utiliza cerca de 50 mil toneladas de óleo de palma por ano, e planeja impor as mudanças até dezembro de 2015.

A Procter & Gamble também segue comprometendo-se com os padrões mais elevados. A empresa anunciou uma política de não desmatamento na cadeia de abastecimento de palma para os seus produtos, que incluem Head & Shoulders e óleo Olay, até 2020. A empresa pretende decretar a rastreabilidade de óleo de palma e óleo de palmiste até 31 de dezembro de 2015.

De acordo com a empresa, a política vai além de critérios existente da Mesa Redonda sobre Óleo de Palma Sustentável (RSPO). Os fornecedores de óleo de palma serão obrigados a apresentar planos para demonstrar como eles irão eliminar o desmatamento. Ainda assim, o Greenpeace criticou a janela de seis anos até a data oficial da proibição do desmatamento. P&G diz que vai apresentar relatórios anuais para acompanhar o seu progresso.

Fonte: MaxiQuim

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