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Novozymes tem forte crescimento nas vendas de enzimas para etanol

As vendas de enzimas para a indústria de bioenergia da dinamarquesa Novozymes cresceram 34% no primeiro trimestre após o lançamento da sua nova tecnologia, três enzimas que prometem melhorar os lucros para os produtores de etanol de milho. Avantec, Spirizyme Achieve e Olexa permitem aos produtores extrair até 5% mais etanol de milho, poupando energia e produtos químicos.

Avantec foi lançado em outubro de 2012, enquanto Spirizyme Achieve, juntamente com Olexa, em junho de 2013. A solução que funciona liberando o óleo preso no gérmen de milho. Além de aumentar a produção de etanol, as três enzimas podem melhorar a extração de óleo de milho em 13%, enquanto poupam até 8% de energia, ajudando os produtores de etanol a melhorar as margens de lucro e eficiência do processo.

Novozymes atribui os resultados à equipe de atendimento técnico, que desempenha um papel importante na obtenção de novos produtos, análise de dados e estatísticas avançadas e acompanhamento na implementação da tecnologia. A U.S. Energy Information Administration estima que a produção de etanol combustível dos EUA cresceu 11% no primeiro trimestre de 2014 em comparação com o mesmo período do ano passado. Os EUA continuam sendo o maior produtor de biocombustíveis do mundo.

Novozymes inicia a construção da sua primeira fábrica no Brasil dedicada exclusivamente à fabricação de enzimas para produção de etanol celulósico em 2014, com um investimento que pode chegar a US$300 milhões. O empreendimento será construído para atender inicialmente à demanda de dois projetos de etanol celulósico no país, o da GranBio e o da Raízen. A unidade no Brasil será construída em módulos, assim, a capacidade instalada será ampliada na medida em que a demanda crescer. Até a conclusão da 1° etapa, prevista para 2016, os clientes do Brasil serão atendidos pela produção de enzimas na fábrica de Blair, nos Estados Unidos.

Novozymes produz enzimas no Brasil há 25 anos, voltadas às indústrias de detergentes, têxtil, ração animal, couro, bebidas e alimentos. A multinacional possui unidades em Araucária (PR) e em Quatro Barras (PR). Para o segmento de etanol celulósico, a enzima é utilizada para “quebrar” as moléculas de carbono do bagaço e da palha, extraindo da biomassa açúcares para serem usados na produção do biocombustível.

Em fevereiro, a Novozymes anunciou que concluiu o acordo de longo prazo com a americana Monsanto, para pesquisar e comercializar produtos de origem microbiana voltados à agricultura. Por meio da parceria, chamada de BioAg Alliance, as empresas vão compartilhar investimentos e estruturas de comercialização nesse segmento.

Fonte: MaxiQuim

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