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Novos rumos para o Poliestireno no Brasil

Postado por NEITEC em 15/Ago/2013


Os negócios de poliestireno no Brasil vêm passando nos últimos anos por diversos movimentos, entre aquisições, desativações e reativações de unidades produtivas. A venda da Innova para a Videolar anunciada recentemente pela Petrobras, é uma etapa importante neste processo de reestruturação que certamente trará maior competitividade ao setor.

Ambas as empresas Innova e Videolar, são produtoras de poliestireno no Brasil, sendo que a Innova, localizada no Pólo Petroquímico de Triunfo (RS) é totalmente integrada na produção de etilbenzeno, estireno e poliestireno. A Videolar por sua vez, produz o poliestireno em Manaus (AM), possui um consumo cativo de parte da resina produzida, mas depende da importação de 100% da matéria prima, o estireno.

Com esta aquisição, a capacidade produtiva da Videolar passará a ser de 275 mil t/ano, representando quase a metade da capacidade total instalada no país, que atualmente é de 585 mil t/ano. Também é fato que o Brasil terá apenas dois produtores de poliestireno, lembrando que há pouco tempo atrás eram quatro players disputando o mercado. O outro produtor é o Grupo Unigel, com uma capacidade de 310 mil t/ano. A empresa tem sua produção integrada com as matérias primas etilbenzeno e estireno, porém em localidades diferentes, já que a produção da resina é em São Paulo, enquanto que as matérias primas são produzidas na Bahia e em São Paulo.

Os segmentos que mais demandam o poliestireno no Brasil são descartáveis, linha branca e embalagens de alimentos. Esses 3 setores juntos representam cerca de 70% do mercado brasileiro da resina, que atingiu 385 mil toneladas em 2012. A expectativa é que este mercado cresça nos próximos 5 anos a uma taxa média anual de 3,8%, o que indica um mercado relativamente maduro mas ainda com potencial de desenvolvimento.

A nova configuração do negócio de estirênicos no Brasil, foi fortemente influenciada por um cenário internacional que se impôs, em um ambiente caracterizado pela demanda volátil, alta pressão sobre as margens e forte concorrência. A partir de agora novos rumos serão traçados, novas oportunidades irão surgir, entre elas o aproveitamento das sinergias do negócio e a retomada e/ou reavaliação dos projetos relacionados com esta cadeia produtiva.

Fonte: MaxiQuim –  Por  Solange Stumpf

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