[Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ] [Escola de Química - UFRJ]

MCTI e agência debatem tecnologias prioritárias ao país

A diretora da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Maria Luisa Campos Leal apresentou no dia 24 de janeiro a secretários e gestores do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) o estudo Agendas Tecnológicas Setoriais (ATSs).

O trabalho visa identificar as tecnologias relevantes para a competitividade brasileira nos setores prioritários do Plano Brasil Maior (PBM) para os próximos 15 anos, considerando a inovação como fator de reposicionamento da indústria nacional.

“Esse projeto começou a ser desenvolvido na época da Política de Desenvolvimento Produtivo. A gente precisava entender efetivamente qual é a agenda tecnológica dos setores para reposicionar de modo competitivo e relevante aquilo que deve ser priorizado no país”, explicou a diretora.

Oito setores tidos como prioritários pelo Plano Brasil Maior estão sendo pesquisados: petróleo, gás e naval; defesa e espacial; tecnologia da informação e comunicações (TICs); indústria química; complexo da saúde; automotivo; bens de capital; e energias renováveis. Em alguns deles, o estudo já apresentou resultados.

Foram identificadas 74 tecnologias para o desenvolvimento de displays na agenda de TICs, das quais 16 são consideradas relevantes, ou seja, aquelas que apresentam compatibilidade técnica e configuram viabilidade comercial no mundo em 15 anos e elevada difusão esperada no período de cinco a 15 anos no Brasil. Três tecnologias, também na área de TICs, foram classificadas como prioritárias, o que significa que o Brasil possui competências técnicas para a sua implementação.

No setor de químicos renováveis, o estudo apontou 85 tecnologias emergentes, sendo 19 compreendidas como relevantes e prioritárias.

Além de oferecer indicadores relevantes e projeções para o desenvolvimento tecnológico futuro, mundial e brasileiro, o que se pretende é estruturar um grupo de “inteligência tecnológica para subsidiar as políticas públicas”. “Queremos criar um banco de dados que permita fazer isso, porque é importante ter esse gerenciamento, já que os cenários vão mudando com a chegada de novas tecnologias”, explicou Maria Luiza.

Segundo ela, o projeto irá identificar o que é necessário para o país atrair investimentos e centros de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I). Com o banco de informações, ela avalia que será possível negociar e fomentar políticas públicas. “A ideia é fazermos gestão com inteligência tecnológica”, disse.

E, para ser inteligência tecnológica, “tem que funcionar como um observatório, sendo ajustado, revisto e subsidiado para identificação de modelos de negócios que possam viabilizar a produção de tecnologias relevantes no país”, acrescentou.

(Com informações do MCTI)

Fonte: www.anpei.org.br

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