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Associada da Anpei, Vale mantém parcerias com universidades e estreita a interação ICT- Empresa

Postado por NEITEC em 19/Jun/2016


Em 2014 a Vale firmou parceria com duas universidades de referência no país para o estudo específico e o desenvolvimento de pesquisas em temas ainda pouco explorados e de interesse da empresa.

As parcerias, que têm duração de 5 anos, mas podem ser prorrogadas, foram firmadas com a Universidade de São Paulo (USP) e com a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), para iniciativas acadêmicas de longo prazo. Na USP, o foco está na área de engenharia, com pesquisas sobre o desgaste provocado pelo contato entre roda e trilho na ferrovia. Já com a UERJ, o estudo está relacionado aos direitos tributário e regulatório.

Nestas parcerias, a Vale entra com investimento de recursos, informações essenciais sobre o objeto de estudo e conhecimento adquirido ao longo do tempo em suas operações. As universidades, por sua vez, usam sua expertise em pesquisa e sua excelência acadêmica para promover o avanço do conhecimento sobre os temas e aprofundar os estudos, que tendem a ficar mais complexos.

O desgaste de rodas e trilhos, por exemplo, é objeto de grande dispêndio da Vale. E descobrir maneiras de minimizar esses gastos beneficiará não apenas a empresa, mas todo o transporte ferroviário brasileiro.

“Essas parcerias são mais amplas do que um projeto de pesquisa. Escolhe-se um tema mais abrangente, normalmente relacionado a uma variedade de disciplinas, e, a partir dele, vão se desenhando linhas de pesquisa, que resultam em estudos e no avanço do conhecimento que pode ser aplicado na área”, explica a analista especialista de desenvolvimento tecnológico da Diretoria de Tecnologia e Inovação da Vale, Cristina Assimakopoulos, que participa ativamente das reuniões do Comitê de interação ICT-Empresa da Anpei.

“A experiência da Vale nesse âmbito influencia as outras organizações, e a repercussão na Anpei demonstra tal influência. Não é comum empresas investirem em pesquisa pré-competitiva em parcerias no modelo de redes de pesquisa, envolvendo um tema amplo como o contato entre roda e trilho, por exemplo, que engloba desde metalurgia até estudos mais teóricos da engenharia. Para se ter ideia, o primeiro ano foi dedicado em grande parte para definir futuros temas e projetos e para a inclusão de novos parceiros acadêmicos de pesquisa além da USP. Hoje temos a participação de mais três universidades, formando uma rede de pesquisa. E outras instituições ainda estão para entrar”, disse Cristina.

O objetivo da Vale é promover o efetivo avanço do conhecimento no Brasil. De acordo com a analista de desenvolvimento tecnológico, essas parcerias são muito válidas para a formação de massa crítica e recursos humanos qualificados nesses temas. “Os projetos irão envolver toda a cadeia produtiva, pois, após os estudos realizados com a USP, por exemplo, espera-se o envolvimento de nossos fornecedores de rodas e de trilhos. Trata-se de um exemplo de Open Innovation”.

A aplicação dos resultados não é imediata e muitos benefícios chegarão à longo prazo, mas o relacionamento dos funcionários da empresa com os acadêmicos gera bons frutos constantemente. “É uma brainstorm técnica frequente”, exemplifica Cristina, que recebe as demandas técnicas de Denile Boer – líder de projetos na Vale –  e, em seguida, articula as parcerias estratégicas com as universidades.

Nesse sentido, foram formados grupos multidisciplinares com pesquisadores e colaboradores da Vale para garantir a internalização do conhecimento na empresa. O objetivo é estimular ainda mais a criação de redes de pesquisa, buscando o diálogo com pesquisadores de outras universidades e instituições dentro e fora do Brasil.

Para a analista de desenvolvimento tecnológico, o grande desafio desse tipo de iniciativa e da inovação aberta é a burocracia. “Para trabalharmos de forma harmônica, todas as partes da rede devem estar comprometidas e, principalmente, respeitar as limitações dos demais parceiros. É realmente um trabalho constante de alinhamento de interesses e expectativas, como uma boa parceria deve ser”, disse Cristina.

Os temas de direito regulatório e tributário, objetos de estudo com a UERJ, são ainda mais controversos e demandam amadurecimento. “Nossa expectativa é colaborar com o debate para a consolidação de doutrina e, mais tarde, jurisprudência sobre esses assuntos. Essa parceria jurídica é bastante inovadora e têm servido de modelo para outras empresas, pois traz diversos debates sobre aspectos econômicos e jurídicos que afetam diversas instituições privadas. Estamos muito focados em tecnologia e, às vezes, deixamos um pouco de lado as grandes áreas das ciências humanas, que também são muito importantes nesse processo”, finalizou Cristina.

Fonte: ANPEI

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