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Trump assinará ordem que anula medidas contra o aquecimento global

Postado por NEITEC em 31/Mar/2017


Em novo passo de sua campanha para desmantelar o plano de Barack Obama para frear o aquecimento global, o presidente Donald Trump assinará uma ordem executiva nesta terça (28) que irá suspender, rescindir ou colocar para revisão ao menos seis medidas tomadas pelo antigo presidente.

 

O objetivo de Trump é impulsionar a produção de energia por combustíveis fósseis nos EUA.

 

O governo irá iniciar uma revisão do Plano de Energia Limpa, que restringe emissão de gases por usinas de carvão. A regulação, que foi uma das decisões mais importantes de Obama contra as emissões de carbono, tem sido alvo de contestações legais por estados governados por republicanos.

 

O novo presidente, que já chamou o aquecimento global de “farsa inventada pelos chineses”, criticou por diversas vezes o Plano de Energia Limpa, dizendo que este é um ataque aos trabalhadores americanos e à indústria de carvão do país.

 

Além de cancelar o Plano de Energia Limpa, o governo Trump irá rescindir uma moratória sobre a mineração de carvão em território americano e cobrar agências federais a “identificar todas as regulações, regras e políticas que servem de obstáculo à indústria de energia dos EUA”. A ordem executiva também irá retirar menções ao “custo social” de gases do efeito estufa.

 

O governo ainda discute se irá abandonar o Acordo de Paris sobre o clima, onde os EUA definiram metas ambiciosas para a redução de emissão de carbono.

 

No início deste mês, o chefe da Agência de Proteção Ambiental de Trump, Scott Pruitt, disse que não acreditava que o dióxido de carbono é um contribuinte importante no aquecimento global. A afirmação é contestada pela maioria dos cientistas e pela própria agência que Pruitt comanda.

 

A decisão de Trump foi elogiada pela Câmara de Comércio dos EUA, que disse que administração Obama deixou “a energia mais cara com regulações que acabavam com empregos”.

 

Por outro lado, Gina McCarthy, antiga líder da Agência de Proteção Ambiental, disse que a decisão é “perigosa e embaraçosa para nós e para nossos negócios em escala global”.

 

Fonte: UNICA

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